Mundo
Gibraltar. "O último muro da Europa continental caiu"
Já não há barreiras à circulação entre Espanha e o território de Gibraltar. Mais de 100 anos depois, é possível cruzar livremente a fronteira entre os dois territórios.
À meia-noite desta quarta-feira, celebrou-se o fim dos controlos alfandegários na fronteira entre o enclave britânico de Gibraltar e Espanha, marcando o fim da última fronteira física da Europa, que existia desde 1909.
"Hoje estamos a fazer história, uma bela história (...), porque hoje cai o último muro da Europa continental", declarou o presidente espanhol, Pedro Sánchez, esta quarta-feira, que foi assistir à remoção das últimas barreiras.
Para Sánchez, a demolição das barreiras físicas fecha “uma ferida aberta”. "Durante décadas, a vedação foi isso mesmo, uma ferida aberta para os milhares de trabalhadores que a atravessavam diariamente", afirmou o líder socialista na cerimónia que celebrou a remoção da barreira metálica que separava a população espanhola da cidade vizinha de La Línea de la Concepción de Gibraltar.
A cerimónia decorreu poucas horas depois da entrada em vigor do acordo de livre circulação entre Bruxelas e Londres, na madrugada de quarta-feira, seis anos depois da saída do Reino Unido da União Europeia.
O acordo, assinado na terça-feira em Bruxelas, após anos de negociações difíceis na sequência das tensões pós-Brexit entre Londres e Bruxelas, alinha Gibraltar com as regras de livre circulação em vigor no Espaço Schengen.
Poucos minutos depois da meia-noite, dezenas de pessoas e veículos atravessaram a fronteira livremente pela primeira vez.
Foi com gritos como "aqui não há fronteira", braços no ar, aplausos, sorrisos e lágrimas que milhares de pessoas dos dois lados se cruzaram naquele que até hoje foi um posto fronteiriço entre as duas cidades e que para ser cruzado nas últimas décadas obrigava a duplo controlo de identidade, perante polícia espanhola e de Gibraltar.
Gibraltar, um pequeno território britânico com quase 40.000 habitantes, situado na ponta sul da Península Ibérica, acolhe diariamente cerca de 15.000 trabalhadores espanhóis, representando quase metade da sua força de trabalho.
A Espanha cedeu Gibraltar à Coroa Britânica em 1713, no âmbito do Tratado de Utrecht, mas nunca deixou de reivindicar a soberania sobre o território, o que gerou tensões regulares entre Madrid e Londres.
Estas tensões atingiram o seu auge em 1969, quando o regime do ditador Francisco Franco fechou a fronteira depois de Gibraltar ter votado de forma esmagadora em referendo pela permanência sob soberania britânica.
A fronteira só foi totalmente reaberta em 1985.
"Hoje estamos a fazer história, uma bela história (...), porque hoje cai o último muro da Europa continental", declarou o presidente espanhol, Pedro Sánchez, esta quarta-feira, que foi assistir à remoção das últimas barreiras.
Para Sánchez, a demolição das barreiras físicas fecha “uma ferida aberta”. "Durante décadas, a vedação foi isso mesmo, uma ferida aberta para os milhares de trabalhadores que a atravessavam diariamente", afirmou o líder socialista na cerimónia que celebrou a remoção da barreira metálica que separava a população espanhola da cidade vizinha de La Línea de la Concepción de Gibraltar.
A cerimónia decorreu poucas horas depois da entrada em vigor do acordo de livre circulação entre Bruxelas e Londres, na madrugada de quarta-feira, seis anos depois da saída do Reino Unido da União Europeia.
O acordo, assinado na terça-feira em Bruxelas, após anos de negociações difíceis na sequência das tensões pós-Brexit entre Londres e Bruxelas, alinha Gibraltar com as regras de livre circulação em vigor no Espaço Schengen.
Poucos minutos depois da meia-noite, dezenas de pessoas e veículos atravessaram a fronteira livremente pela primeira vez.
Foi com gritos como "aqui não há fronteira", braços no ar, aplausos, sorrisos e lágrimas que milhares de pessoas dos dois lados se cruzaram naquele que até hoje foi um posto fronteiriço entre as duas cidades e que para ser cruzado nas últimas décadas obrigava a duplo controlo de identidade, perante polícia espanhola e de Gibraltar.
Gibraltar, um pequeno território britânico com quase 40.000 habitantes, situado na ponta sul da Península Ibérica, acolhe diariamente cerca de 15.000 trabalhadores espanhóis, representando quase metade da sua força de trabalho.
A Espanha cedeu Gibraltar à Coroa Britânica em 1713, no âmbito do Tratado de Utrecht, mas nunca deixou de reivindicar a soberania sobre o território, o que gerou tensões regulares entre Madrid e Londres.
Estas tensões atingiram o seu auge em 1969, quando o regime do ditador Francisco Franco fechou a fronteira depois de Gibraltar ter votado de forma esmagadora em referendo pela permanência sob soberania britânica.
A fronteira só foi totalmente reaberta em 1985.